O levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (39,17%) estavam negativados em julho de 2022 – o equivalente a 63,27 milhões de pessoas. Este é maior índice apontado pela série histórica do levantamento, realizado há oito anos. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 8,70% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com base nos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em julho deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de junho para julho, o número de devedores cresceu 0,96%.
GRÁFICOS – NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES

O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 91 dias a 1 ano (36,19%).
O número de devedores com participação mais expressiva no Brasil em julho está na faixa etária de 30 a 39 anos (24,03%), e segue bem distribuída entre os sexos: 50,84% de mulheres e 49,16% de homens.
Na análise por faixa etária, a maior concentração de inadimplentes está no intervalo de 30 a 39 anos. São 15,72 milhões de pessoas registradas em cadastro de devedores. Tal montante equivale a 45,96% do total desta deste grupo etário.
Cada negativado deve, em média, R$ 3.638,22. Mais da metade das dívidas são com bancos
Em julho de 2022, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 3.638,22 na soma de todas as dívidas. Considerando todas essas dívidas, cada inadimplente devia, em média, para 1,93 empresas credoras.
Quase quatro em cada dez consumidores (34,51%) tinham dívidas de até R$ 500, percentual que chega a 49,35% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.
Em relação ao aumento do endividamento no Brasil, o indicador mostra que em julho de 2022 houve crescimento de 16,50% em relação ao mesmo período de 2021. O dado observado em julho deste ano ficou acima da variação anual observada no mês anterior. Na passagem de junho para julho, o número de dívidas apresentou alta de 1,93%.
Destaca-se a evolução das dívidas com o setor de Bancos, que registrou crescimento de 30,19%, seguido de água e Luz (7,20%). Em outra direção, as dívidas com o setor credor de Comunicação (-10,34%) e Comércio (-3,27%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.
Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 60,05% do total de dívidas. Na sequência, aparece Comércio (13,23%), o setor de água e Luz (10,74%) e Comunicação (8,88%).
Fonte: CNDL e SPC Brasil

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